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fotografía de Corrientes Argentina , autor luis pedro mujica

viernes, 10 de febrero de 2017

PLANO DE MANEJO DE DUNAS ABORDARÁ EXCLUSÃO DOS VEÍCULOS EM UM TRECHO DA PRAIA – RGS Brasil

 Plano de Manejo de Dunas abordará exclusão dos veículos em um trecho da Praia
Serão realizadas,nesta quinta e sexta-feira, reuniões com a comunidade para explicar o plano e as mudanças propostas no documento
Foto: Bruno Zanini Kairalla/JA
Plano de Manejo de Dunas abordará exclusão dos veículos em um trecho da Praia
Proposição objetiva uma área segura de lazer, sem os veículos competirem com o espaço dos banhistas POR ESTHER LOURO
O Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) e o Executivo Municipal realizarão reuniões com a comunidade para apresentar e debater a revisão do Plano de Manejo de Dunas. Dentre as propostas novas, estão a manutenção do controle dos veículos automotores que passam a área do Navio Altair pela orla da praia do Cassino e ainda a implantação de uma faixa de exclusão de veículos entre as ruas Rio de Janeiro e Pelotas.
A comunidade poderá participar das reuniões que acontecem nesta quinta (9), às 19h, na Escola Pedro Carlos Peixoto Primo – avenida Cassino n° 1316, na Querência – e nesta sexta (10), às 19h, na Escola Wanda Rocha Martins, localizada na rua Fernando Osório Filho n° 201, no Cassino.
PENSANDO NAS PESSOAS
Segundo o coordenador do projeto Dunas Costeiras, o oceanólogo Renato Carvalho, o plano de manejo já foi consolidado anteriormente e o que está sendo tratado nessa oportunidade são as adequações necessárias, tendo em mente as evoluções ambientais e sociais do balneário. “Não iremos ter mudanças muito significativas no manejo e recuperação das dunas, a grande proposição que temos é a de nos alinharmos às políticas estaduais e federais e retirarmos gradualmente o trânsito de veículos na praia. O que é novo nesse plano é a criação de uma faixa de exclusão entre as ruas Rio de Janeiro e Pelotas”, disse.
Para Carvalho, a motivação para a criação dessa faixa foi pensada nas pessoas. “O que propomos é uma área de lazer sem veículos, sem disputas de espaço com automóveis, um local em que se possa aproveitar de uma maneira despreocupada e ouvindo o barulho do mar, sem veículos com som alto, como acontece em outros tantos locais”, explicou.
Outra questão importante é a grande extensão da praia do Cassino, pois mesmo com as cerca de 8 quadras nas quais seria proibido o tráfego de veículos, ainda restariam 20 km de praia para ser aproveitada por quem prefere utilizar veículos.
PENSANDO NO IMPACTO AMBIENTAL
Outro ponto presente na revisão é a manutenção do controle dos veículos automotores que passam a área do navio Altair, pela orla da praia do Cassino. O controle acontece desde o verão de 2016 e tem por objetivo verificar o impacto ambiental causado pelos veículos no local. Carvalho explica que esse ponto na revisão, ao contrário da criação da faixa de exclusão, é pensado no controle do impacto ambiental.
“Existe um controle, não uma exclusão dos que passam ao sul do Navio Altair e esse controle é muito devido a grande diversidade de espécies que existe neste local. No nosso verão, há uma grande diversidade de aves migratórias que migram do inverno do hemisfério norte e essa cultura dos automóveis na praia acaba pondo em risco as áreas de alimentação e repouso dessas espécies. Com o controle podemos medir esse impacto e traçar medidas de proteção”, explicou o oceanólogo.
PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
Tanto o Executivo quanto o Nema contam com a participação da comunidade no debate da revisão do plano, segundo Carvalho, a opinião da comunidade é de muita valia. “É muito bom que a comunidade compareça na reunião, para que se possa explicar essas ações e ouvir a comunidade. Tudo que pensamos é para o bem comum e tudo que for debatido deve ser encarado como um laboratório, como um período de teste, sabendo que o plano de manejo tem a validade por 5 anos”, concluiu.

Após as reuniões com a comunidade, a revisão no Plano deve ser apresentada ao Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), para após ser encaminhado à Fundação Estadual Proteção Ambiental (Fepam). Tomado de agora de rgs br 

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